

Existem os medos bons e os medos ruins. Os bons são os que nosso organismo, numa situação de perigo, como se fosse um alarme, manda através de uma sensação ruim para que possamos nos proteger. É a chamada preservação da espécie.
Eu tenho meus medos. Medo de altura, medo da violência urbana de São Paulo, medo de mar bravo, medo tempestades feias...
Mas existem os medos ruins:
Medo de arriscar - aquele que paralisa, que não permite que você dê passos adiante na vida, que mude sua vida, que saia da inércia.
Medo do novo - aquele que mantem sua vidinha morna, no outono. Você está tão acostumado com o que tem, que tem medo de olhar através da janela só porque não sabe o que vai encontrar. Aquele medo que não permite que faça aquele intercâmbio, que saia do seu emprego que a faz infeliz, que viaje sozinha, que aprenda novas línguas, novas culturas. O medo que a impede de ampliar seus horizontes.
Medo de se apaixonar, de amar - Normalmente vem depois de uma decepção. Você se tranca em seu mundo e com isso não se permite ser feliz. E vive de culpar o ex por ter sido tão péssimo com você, quando não percebe que a culpa nesse momento é sua - de não se libertar do passado pra poder viver o presente.
Medo de se libertar de relacionamentos ruins - Por mais que você não seja apaixonada, por mais que você saiba que ele não é o homem da tua vida, por mais que saiba que ele te faz mais sofrer que feliz, você tem medo de se libertar daquilo. De alguma forma aprendeu a lidar com tudo isso e abandonar o que já é rotina em tua vida apavora. Porque aí vem todos aqueles outros medos: o de se apaixonar novamente, o medo do novo, o medo de arriscar.... Percebe o ciclo vicioso?
Medo na medida certa é bom pra que você não se envolva com pessoas erradas, para que você não repita os mesmos erros, para que você aja com ponderação e responsabilidade. Mas medo em excesso é triste porque emperra sua vida, limitando-a, castrando-a, punindo-a. Liberte-se de seus medos.
E você tem medo de quê? De ser feliz?
(beijooooos em todos!)


Saldo do feriadão:
- A praia não estava muito lotada (excelente)
- O tempo também não colaborou muito, mas mesmo assim tomei sol e fiquei ao menos vermelhinha, rs...
- Segui minha cartilha e descansei muito, tomei muitas cervejas geladas, comi peixinho, camarão e afins. De quarta a domingo foi festa todos os dias!
- A formatura no sábado foi uma delícia, tirei fotos e logo coloco aqui (eu tava bonitona, tá merecendo, rs)
- Domingo aniver da Angélica, reencontro com o pessoal, tudo muito bom. Sábado que vem churrasco com todo mundo (sim, minha vida é sim uma festa, hehehe).
Pra encerrar com chave de ouro, diálogo da filha da minha amiga Luciana, Maluzinha, de quatro aninhos, com ela e com a Jana - Estávamos todos em uma enorme mesa ontem:
- Mamãe, de todas as pessoas dessa mesa, de quem você gosta mais?
- De todas Malú, gosto de todas.
- De todas não vale mamãe. Sempre tem uma que a gente gosta mais que todas.
( a Lú que estava ao lado da Jana, sem jeito responde:) - Eu gosto da Jana !
(Malu responde sem a menor política, rs: ) - Ah não mamãe, eu gosto muito mais da Tia Carine, muito mais mesmo....
A Jana vira e fala: Tudo bem Malú, todo mundo sempre gosta mais da Tia Carine, é normal hehehehe
Ganhei a noite!
Beijões enormes e ótima semana. Quarta-feira de volta com os "temas da Cá"
CA

Enfim meus mais urgentes pedidos serão atendidos:
4 dias de descanso
Cheiro de mar
Areia
Pôr-do-sol na beira do mar
Caminhar na areia
Caipirinhas, cervejas e porções de peixe num quiosque
Acordar a hora que der vontade.
Caipirinhas, cervejas e casquinha de siri no Terraço
Feirinha de artesanato e compras inúteis.
Tomar sol. E cerveja. E caipinha (ah já disse?rs)
Formatura sábado à noite. Mais cerveja. E champanhe.
Precisa de mais alguma coisa? Ah, precisa! Uns Engovs e que quarta-feira chegue logo!!rs
Beijos e excelente semana!
CA


Eu tenho orgulho de ser brasileira.
Eu tenho orgulho de ter nascido em uma terra pacífica e abençoada com a ausência de catástrofes naturais.
Eu tenho orgulho de nossa miscigenação que resulta tantas cores, sabores, cheiros e temperos. Que resulta em nossa musicalidade, alegria e esperança. Que resulta na beleza ímpar de nosso povo.
Eu tenho orgulho de conviver entre mesquitas, terreiros, sinagogas, templos e igrejas.
Eu tenho orgulho de nossa língua e também de abrigar línguas de todo o mundo em um só quarteirão.
Me sinto privilegiada por poder escolher se vou comer esfirra, sushi, feijoada ou lasanha.
Eu tenho orgulho de minha família italiana e espanhola, que vinda de terras hostis, fugindo de fome, miséria e guerra, encontrou no Brasil a esperança do recomeço.
Eu tenho mais orgulho de meus tios que me deram 6 primos adotivos, entre eles um negro e uma índia.
Mais que isso, eu tenho orgulho da ligação de amor e respeito que aprendemos a ter entre si e de nossa consciência de que sob os olhos de Deus somos todos iguais.
Hoje principalmente, mais que brasileira e sãopaulina, tenho orgulho de ver um policial entrar em campo e dar voz de prisão a um homem que desrespeitou não só uma pessoa ou um time, mas que desrespeitou uma nação que tem em seu sangue a mistura de um povo e mostrou que merecemos RESPEITO e que nenhum tipo de preconceito ou racismo pode ser tolerado.
Alguns irão dizer que é uma tempestade em um copo d'água, mas certamente serão aqueles que nunca se sentiram ofendidos ou desrespeitados pela intolerância por sua religião, cor, opção sexual ou posição social. Sinto-me feliz por alguém ter resolvido gritar contra isso.
* Ao Grafite que vêm sofrendo agressões desde à Argentina, a todos os jogadores brasileiros na Europa que sofrem com isso há tempos, ao Dr. Nico, coincidentemente amigo de minha família, que deu voz de prisão ao argentino Desábato, e a meu primo Marcelo que tem o que eu tenho de melhor, nem meu sangue, nem minha cor, mas meu respeito, admiração e amor.
=> E pra quem não sabe do que eu estou falando é só clicar aqui: Matéria UOL e aqui: Matéria UOL


Cansada, confusa, precisando mais do que nunca colocar meus pés na areia, sentir o mar e ver um belo pôr-do sol.
Beijos!
=>UpDate: Menos confusa, mais cansada, com menos crises existenciais. Só to precisando de uma semana sentindo o cheiro do mar pra me sentir melhor. Jú, Nildinha, Caito, Carol, como já disse, agradeçam a Deus todos os dias por poderem ver o mar sempre que quiserem rs...
Outra coisa... Depois do Marcus e da Tâmara me fazerem chorar com seus testemunhos lá no meu Orkut foi a vez do Caio!! Vocês me matam de felicidade viu?? Mas podem escrever, que não tem jeito melhor de morrer viu????
Ah, o Bloggerman deve ter copiado meus links essa semana hehehe Ju, Pê e Lú, parabéns!!!


Me incomodo sim com pessoas que vivem de reclamar da vida. Acordam se queixando do tempo (calor, frio, chuva, vento...), do trânsito, do chefe, do serviço (ausência ou excesso), dos relacionamentos (se os têm ou se não os têm), do cabelo, do manequim, enfim, da vida.
Me incomodo mais ainda com aquelas que vivem de lamúrias por situações que só dependem delas mudarem. São absolutamente infelizes em seus casamentos, namoros, mas se mantêm ali, na passividade. Se acostumam com suas vidinhas "meia-boca".
Acordam todos os dias e vão para seus trabalhos ruins, que não os satisfazem profissionalmente porque nada fazem para evoluir. Não procuram outro emprego, não fazem um curso, não não voltam a estudar, não se interessam pelo trabalho que poderia gerar uma promoção, não se esforçam para sair da mesmice.
Acredito que de alguma forma essa situação de infelicidade condicionada a que muitos se impõem é no mínimo confortável. Ali, em seu mundinho medíocre e infeliz onde nada muda, ele sabe que nada vai ganhar, mas também não precisa arriscar, não precisa se mover. Se acomodam e se acostumam com uma semi-vida, passam a sobreviver, abdicando de seu maior direito - o de viver.
Eu preciso sim, viver de forma apaixonada. Eu preciso ter motivos diários para acordar e fazer valer a pena essa minha estadia por essas terras aqui. Eu preciso amar o que faço, amar as pessoas com que convivo. Se é estudando mais que vou conseguir um emprego melhor, ou um salário mais interessante, é a preguiça que vai me dominar? Se não estou feliz com meu corpo, porque não acordo cedo e vou caminhar? Se meu relacionamento é uma porcaria, porque devo continuar ali, infeliz ? Medo ???
Sim, muita gente tem medo de arriscar a mudança e mais do que isso medo de não saber lidar com a felicidade. Se acostumam tanto com sua meio vidinha que não saberão lidar com uma vida digna e feliz. Só sei uma coisa: se você continua fazendo sempre a mesma coisa não pode se queixar que a sua vida continua sempre a mesma.
Para Gabi, minha prima linda que tocou no assunto...


E durante muito tempo sentei sobre meu rabo e culpei o mundo por ser tão cruel, às pessoas por tanto me decepcionarem, a mim por não ser um exemplo de perfeição.
E custei a entender que nunca é tarde demais pra sermos quem deveríamos ter sido. E assim hoje, não me culpo, nem me exijo tanto. Também tive que entender que se a vida não me der o que estou esperando, vou lá e faço acontecer. Como disse a Tâm, vim pra fazer parte do problema ou da solução, nunca da paisagem.
Entendo com certa demora esse poder que só eu tenho de mudar minha vida, de sair dessa situação de espectadora e subir no palco assumindo meu papel principal. Que decidir, mesmo que, às vezes de forma errada, é necessário e que mudar é essencial ainda que penoso. Ficar sobre o muro vendo a vida passar, dominada pelo medo (de tentar, arriscar, desistir, insistir, viver...) é insano.
E depois disso tudo foi fácil descobrir que quando decidi ser feliz, nada nem ninguém conseguiu me impedir (e nem vai). E que não é balela isso de que a felicidade só pode vir de dentro pra fora. Pensava que a felicidade era o final, mas descobri que era o caminho. Que a vida, tão generosa, me presenteia diariamente com pequenas alegrias tornando-me uma pessoa verdadeiramente feliz. Não preciso ter um filho pra ser feliz, não preciso ganhar na sena pra ser feliz. Hoje eu sou feliz por ser a pessoa que sou, por saber que viver é uma benção e tenho certeza que a cada nova conquista, poderei saborear com muito mais prazer do que antes.
Entendi que mesmo minha vida estando longe da perfeição posso ser feliz. Entendi que às pessoas vão continuar me decepcionando que irei me abater, mas não irei cair. Que tristezas hora ou outra vão acontecer, mas não tenho que me entregar para à dor. Que, às vezes, vou falhar, mas sempre com a certeza de que fiz tudo o que poderia para acertar.
E assim vou vivendo e aprendendo como uma menina de seis anos: curiosa, corajosa, cheia de esperança e fé..
UPDATE: Estou participando do BBA => Big Brother América . Foi uma brincadeira que o Pê propôs e não é que fui escolhida? heheh! Entrem lá e votem em mim eim? Beijos!

Embora hoje, crie menos expectativas sobre às pessoas, ainda assim vez ou outra me decepciono.
Às vezes você pode fazer o seu melhor, porém sempre haverá alguém que diga que o que fez ainda foi pouco.
É impossível agradar "sempre".
Não há receitas pra nada. Temos que viver e quebrar a cara pra poder aprender.
Nenhuma decepção ou tristeza, por maior que seja irá me impedir de recomeçar, de tentar de novo, de continuar acreditando no que me move e alimenta minha alma.
Antes de qualquer coisa tenho uma fé inabalável. Nada poderá destruir minha esperança e fé. Nada (nem ninguém!).
Não estou triste não (antes que alguém comente isso!) Estou aliás muito feliz. É ótimo se descobrir, é ótimo aprender, é ótimo saber que nada vai me derrubar!!!
Beijos e ótima semana!!!
CA

Quando decidimos dividir nossos pensamentos - seja através de um blog, seja numa conversa com alguém - temos que estar conscientes de que em algum momento alguém pode usar o que você disse contra você mesmo.
Mais ou menos um ano atrás - quando minha vida era absolutamente diferente da que eu estou tendo agora - disse aqui, que em uma das minhas longas conversas com minha amiga-irmã Tâmara, que meu problema com ex-namorados era não saber fechar às portas. Pra quem não leu, na época eu tentava explicar o fato de não ter que obrigatoriamente perder amizade, desfazer vínculos de carinho com aquela pessoa que me foi tão importante (sempre terminei meus relacionamentos na boa, sem traições, grandes decepções e mágoas - daí a possibilidade de manter o vínculo).
Quando dizia que não fechava portas totalmente era isso que queria dizer. Que não sabia dizer: "adeus não me telefone nunca mais, faça de conta que morri". Mas um ano depois tive a certeza absoluta que estava errada em manter a fresta. Mudei muito nesse um ano e talvez essa maturidade adquirida - e outras tantas pauladas recebidas - fizeram-me ver que não é bom manter esse tipo de contato.
Já que foi aqui que disse q mantinha portas abertas, volto hoje e digo: minhas portas estão fechadas para o que passou. A mesma pessoa também me disse que a "minha fila não anda". Embora não seja adepta do termo, neste momento também informo que a minha fila andou.
Não sei se para você, meu amigo que lê, é bom manter contato, vínculos de amizade e carinho com um ex-namorado, mas para mim definitivamente não é. Acho que já me sinto segura o suficiente para dar esse passo em minha vida. Para pensar primeiramente no que me faz bem ou no que me faz mal e poder excluir o que me faz mal ("nada mais vai me ferir!").
Normalmente não falo muito de particularidades aqui no blog, mas como um dia aqui mesmo escrevi sobre isso, voltei somente para encerrar o assunto...
Beijão enorme em todos! Excelente final de semana!
CA

