

Dentre todos os que procuram meu ombro para o desabafo, as maiores queixas vem de pessoas que dizem não encontrar alguém que corresponda seu amor ou mesmo que não têm sorte com essas coisas do coração.
Claro que cada caso é único, mas em todas as situações constato o mesmo erro: as pessoas não se julgam merecedoras de serem amadas. Parece forte tal afirmação? E é mesmo. Você já ouviu (ou disse) coisas como: "ele é perfeito demais pra ser verdade" " não sei o que fiz pra merecer uma pessoa tão maravilhosa" "não sei o que ele viu em mim, ele é tão (alguma coisa) e eu tão comum" ???
Agora me diz... o que faz de você não ou menos merecedor do amor ou da admiração de alguém?
Ah, você tem um monte de defeitos? Já falhou muitas vezes, não é? Não é a pessoa mais interessante do mundo? Sei, está com quilos à mais???? Agora me diga uma coisa... Quem afinal é perfeito? Quem não erra, quem faz tudo sempre certo, quem? Ninguém!!! Somos seres imperfeitos e salve a imperfeição!
O primeiro passo para que alguém o ame, admire, respeite, deseje é que todos esses sentimentos partam inicialmente de você! Só quem se julga merecedor, se ama, admira, poderá conquistar o mesmo do outro.
Sendo assim, se perdoe mais, aceite que por mais que tenha falhado, você tentou sempre fazer o melhor, cuide de você (interior e exteriormente) para que o espelho lhe seja generoso, aceite suas imperfeições e principalmente admire o que você tem de melhor => a sua singularidade! Pense bem, você é único. Ninguém no mundo é como você! Isso não é maravilhoso? Se ame loucamente, deseje sempre o melhor porque definitivamente você não merece nada menos que isso!
Eu mereço no mínimo o melhor!
Eu mereço ser amada loucamente! (Se não estou sendo é porque quem não me merece é o outro, então me liberto disso)
Eu mereço ser remunerada de forma justa pelo meu trabalho (e se não estou sendo farei o que é necessário pra isso ao invés de sentar nessa cadeira e me lamentar.)
Eu mereço ser admirada pela pessoa singular que sou (nem melhor nem pior do que ninguém, apenas única!)
Eu mereço que me respeitem (sempre em qualquer situação).
E você? Ainda vai ficar no papinho de que "é bom demais pra ser verdade"????
Beijão
CA

Eu ia escrever hoje um texto bem legal, mas estou meio chateada com uns acontecimentos e não estou conseguindo terminar meu texto e ele tem que ser absolutamente positivo, então pra não cair no erro de deixá-lo menor do que merece, resolvi não concluí-lo hoje...
Como nem tudo é chateação estou feliz por alguns motivos:
O DO mais uma vez colocou um texto meu lá no Ramsés . Sempre fico cheia de orgulho....
Minhas tardes tem sido uma alegria, conversando muito por e-mail com o trio Girl Power : Carol, Ju e Tendida.
A lindona da Tâm me mandou um monte de coisas lá de Manaus. Entre outras, bombons do norte deliciosos.. aff vou ficar é redonda, rs...
A Páscoa foi ótima, passei com meus avós lindos, pena só minhas primas não estarem... Bom, ótima semana a todos. Vou ver se quarta coloco o tal texto no ar!
Beijão enorme
CA


A fita métrica do amor
Como se mede uma pessoa? Os tamanhos variam conforme o grau de envolvimento. Ela é enorme pra você quando fala do que leu e viveu, quando trata você com carinho e respeito, quando olha nos olhos e sorri destravado. É pequena pra você quando só pensa em si mesmo, quando se comporta de uma maneira pouco gentil, quando fracassa justamente no momento em que teria que demonstrar o que há de mais importante entre duas pessoas: a amizade.
Uma pessoa é gigante pra você quando se interessa pela sua vida, quando busca alternativas para o seu crescimento, quando sonha junto. É pequena quando desvia do assunto.
Uma pessoa é grande quando perdoa, quando compreende, quando se coloca no lugar do outro, quando age não de acordo com o que esperam dela, mas de acordo com o que espera de si mesma. Uma pessoa é pequena quando se deixa reger por comportamentos clichês.
Uma mesma pessoa pode aparentar grandeza ou miudeza dentro de um relacionamento, pode crescer ou decrescer num espaço de poucas semanas: será ela que mudou ou será que o amor é traiçoeiro nas suas medições? Uma decepção pode diminuir o tamanho de um amor que parecia ser grande. Uma ausência pode aumentar o tamanho de um amor que parecia ser ínfimo.
É difícil conviver com esta elasticidade: as pessoas se agigantam e se encolhem aos nossos olhos. Nosso julgamento é feito não através de centímetros e metros, mas de ações e reações, de expectativas e frustrações. Uma pessoa é única ao estender a mão, e ao recolhê-la inesperadamente, se torna mais uma. O egoísmo unifica os insignificantes.
Não é a altura, nem o peso, nem os músculos que tornam uma pessoa grande. É a sua sensibilidade sem tamanho.
Desenterrei esse texto lá de 2001 da Martha porque dentre as coisas que talvez mais precise aprender, é a lidar é com a tal pessoa pequena que ela cita. Honestamente tenho muito a evoluir nesse sentido. Não consigo conviver com gente egoísta, mesquinha, insensível, que brinca com os sentimentos dos outros. Com pessoas que desrespeitam aqueles que eu amo. Juro não consigo.
Não é uma questão de não perdoar, até porque a pessoa não me fez nada diretamente. Aliás sou muito melhor em lidar com pessoas que me maltratam de alguma forma do que as que fazem isso com quem amo, meu lado mãe-de-todos não permite isso. É como se mexessem com minha cria sabe? Não suporto ver as pessoas magoarem os meus (família, amigos, os que amo). Não suporto.
Certamente se eu tivesse a opção, sem vacilo algum diria : Mexa comigo, mas não com eles.


Queria hoje falar sobre amor-próprio, sobre valorização pessoal, auto-estima e tantas coisas coisas que prezo e prego, mas como, se vejo tão perto de mim pessoas que amo abdicando de si mesma em nome do outro?
Queria falar que às coisas vão dar certo, já que sou antes de tudo uma otimista. Mas como fazer isso se minha inteligência, experiência e intuição dizem que não?
Queria confiar que certas pessoas podem mudar, podem amadurecer com os erros, podem crescer, mas de que jeito se há tempos vejo-os repetindo os mesmos erros e quem deveria alertá-los, ao invés de puxar suas orelhas, continuam passando a mão em sua cabeça, impedindo-os de evoluir e crecer?
Queria estar errada no que estou pensando, queria literalmente quebrar a cara e me surpreender. Como eu queria...
Beijos a todos e excelente semana!
CA


Não sei se já assistiram o filme "Náufrago" (Cast Away com Tom Hanks). Ontem a Globo o reprisou e novamente assisti. A mensagem final embora metafórica é tudo no que eu mais acredito.
Resumindo, pra quem não teve a oportunidade de assistir, um cara que está prestes a se casar com um grande amor toma um vôo que durante uma tempestade sofre um acidente e cai no mar. Ele é o único sobrevivente e consegue chegar a uma ilha. Passa quatro anos (1500 dias) alí, conversando com uma bola de volei e à beira da loucura. O que lhe mantem vivo é a esperança de sair dali e reencontrar seu amor.
Com isso ele começa a bolar uma forma de construir uma canoa para sair dali e consegue. Quando volta, a moça está casada e tem uma filha. Após aquela imensa tristeza ele conta a um amigo o seguinte:
Diz que no terceiro ano que estava lá, já descrente de tudo, subiu no alto de um penhasco, fez uma corda e pensou em se suicidar, mas ao testar a resistência da árvore, ela não resistiu e quebrou. Naquele momento ele viu que nada ali ele podia controlar, nem mesmo a forma que gostaria de morrer. Absolutamente descrente de tudo concluiu que não sabia como, mas tinha que viver. Resolveu Respirar. Dormiu. No outro dia, o mar tinha trazido um pedaço do avião que serviria como uma vela, que era exatamente o que lhe faltava pra conseguir fazer sua embarcação.
Naquele momento se encheu de esperanças. Esperou até o momento certo (vento e maré) e se lançou ao mar. No momento que descobriu que havia perdido seu grande amor - novamente - ele sentiu exatamente o que sentiu naquele dia em que tentou se matar - não tinha controle sobre nada. Mais uma vez ele resolveu que não sabia como, mas que tinha que viver - ter esperança, porque afinal ele não sabia o que a maré poderia trazer pra ele no outro dia.
E o que é a vida senão isso? Por mais que tentemos, a realidade é que não temos o controle de quase nada e quando algo terrível nos acontece e perdemos o rumo, o negócio é viver - respirar, não perder às esperanças - porque é certo de que a vida sempre arruma um jeito de mandar a salvação na próxima maré.
Beijão enorme
Carine
(trailer aqui => Náufrago )



Outro dia, após ler meu último post, a Tâmara disse " acho que o mal do século são os problemas de relacionamento".
Não costumo discordar dela, já que nossos pensamentos são praticamente gêmeos, mas desse tive q discordar - em partes.
Sim os problemas de relacionamento estão aí por todos os cantos. São nos blogs, são nos papos de bar, nos comentários que ouvimos no metrô. Mas eu acho q se formos mais a fundo é fácil descobrir o porque disso. Na minha opinião o mal do século é o egoísmo - a incapacidade de se envolver verdadeiramente, de se entregar sem barreiras.
Relacionamentos envolvem entrega, paciência, dedicação, companheirismo, intimidade e hoje vemos pessoas preocupadas demais com seu eu, com sua vida, com sua individualidade. Essas pessoas buscam o que eu chamo de relação Mac Donalds (rápidas, inicialmente gostosas, mas depois repetitivas, sem valor nutritivo, em poucas horas te deixam morrendo de fome - ou com dor de estômago). Beijam um hoje, fazem sexo com outro amanhã e assim mantem uma sensação de estarem sempre bem acompanhadas.
O incrível que assim como não conheço ladrão aposentado, não conheço ninguém que viveu sua vida dessa forma e se realizou. Hora ou outra as mulheres resolvem culpar os homens, por não quererem nada sério e os homens a culpá-las de serem volúveis.
O difícil é admitir que amor próprio não é egoísmo, que entrega não é submissão, que envolvimento não é castração. E assim seguem pessoas perdidas e vazias para felicidade dos autores de livros de auto-ajuda e terapeutas.
Eu? Ah, já eu prefiro ser antiquada e me envolver verdadeiramente, me entregar de verdade no que acredito e quero (mesmo correndo o risco de me ferrar), dividir, somar, abdicar por vezes da razão em nome da felicidade, aceitar defeitos, ser íntima, companheira, fiel... ah e o que mais? Ah, lembrei... Feliz.
Beijos
CA
UpDate- Voltei só pra dar um recadinho... Não estou aqui pregando (aliás não estou pregando nada, apenas estou dando o meu relato sobre o assunto) que as pessoas se entreguem desmedidamente sem olhar a quem, tão pouco não tenham amor-próprio. Quem convive comigo sabe bem que vendo auto-estima e amor-próprio, me amo acima de qualquer um, sou extremamente desconfiada, seletiva e exigente até demais. Apenas acredito que investir em um relacionamento, ser fiel, leal, companheira, dedicada e tantos outros itens que citei acima, não me diminui como pessoa, tão pouco invade meu eu, ou mesmo muda minha personalidade, porque aliás essa é minha personalidade, é meu jeito de ser feliz.
Também não critico quem prefere levar a vida assim, de forma impessoal, rasa. Como dizem por aí, Deus deu a vida a cada um, e cada um que cuide da sua. Mais beijos !!


Inspirada no amor de Carol e Elisandro...
Como já disse Martha Medeiros, dizer eu te amo é fácil e fácil seria se só o amor bastasse.
No decorrer de nossas vidas, nos ensinam muitas coisas erradas. Ensinam por exemplo que só o amor basta. Mas não é verdade. Há uma música do Moacir Franco, que ficou famosa na voz de uma dupla sertaneja que diz " mas convenhamos a vida nos faz tão pequenos, nos preparamos pra muito e choramos por menos". Pois é! É nesse momento que percebemos que só o amor não basta.
Podemos namorar dez anos. Ao casar percebemos que a vida é outra. A convivência diária é outra história. Muitos acusam o ser amado de terem mudado, mas não mudaram! Apenas estão sendo o que sempre foram. Sem disfarces, máscaras e tentativas de sempre agradar. Estão sendo quem realmente são.
A vida a dois é uma profusão de sentimentos e personalidades. Temos que conviver com medos, fraquezas, ansiedades, saudades, angústias, sonhos e planos. Somados a isso temos os defeitos. Inúmeros - nem maiores nem menores que os seus - apenas diferentes e por assim o serem, não sabemos como lidar, como tratar e conviver.
Não é só o modo de apertar a pasta de dente. É o jeito despreocupado de pagar às contas, ou o gosto pelos programas esportivos do domingo à noite. É a calcinha pendurada no box, a bolsa em cima da mesa de jantar, às reclamações e os choros de saudade da casa da mãe (ou simplesmente devido à TPM).
É só casando (morando juntos) que conhecemos verdadeiramente o outro e é nesse momento que temos que colocar em jogo uma série de atitudes que antes nunca nos preocuparam. É nesse momento que começamos a entender melhor o que é o perdão, a superação, o desprendimento.
Sim porque quando se ama verdadeiramente alguém, isso tudo entra em jogo. É preciso saber que nem sempre o que vale é ter razão. Saber calar num momento que uma discussão boba poderia acabar com um jantar romântico também é amar. Saber abrir mão da presença dele num domingo de manhã para que ele possa jogar seu futebol com os amigos e voltar com aquele sorriso no rosto do tempo que lhe fez se apaixonar, é amar. Entender que, às vezes, por mais falante que ela seja, naquele momento ela só precisa de colo e silêncio porque sente falta da irmã ou da mãe, também é amar.
São coisas que cartilha não ensina e conselho não resolve. São coisas que aprendemos na prática, errando, acertando, errando novamente. É difícil? É, é muito. Mas como disse aos meus amigos, vale à pena. Não há nada mais gratificante nessa vida que saber que existe alguém que o ama, mesmo conhecendo cada defeitinho teu, que o aceita e o quer acima de tudo. Acima do amor.
Beijos
CA


Sei que muitas feministas irão ter um ataque cardíaco ao ler isso. Sei também que posso ser taxada de arrogante, prepotente ou fútil, porém não tenho a menor vergonha em assumir. Se não falo sempre é porque existem coisas que não dá pra cobrar não é?
Se escrevo isso é porque sei que quem vem sempre aqui já me conhece bem e não serão meus gostos ou desgostos que mudarão alguma coisa.
Coisas que gosto muito, mas que não costumo dizer...
Gosto que abram às portas para mim: do carro, elevador, etc.
Que puxem a cadeira para que eu me sente e só depois se acomodem.
Que escolham por vezes, sem me consultar, o restaurante e o vinho.
Sei que muitos homens não percebem que tirei a sobrancelha ou mesmo cortei o cabelo e não cobro isso. Mas gosto de elogios quando me visto especialmente pra ele.
Gosto sim de cavalheirismo, educação, bons modos. E isso meninos, não é viadagem.
Que mostram firmeza em suas atitudes e palavras. Gosto de personalidade (mesmo que sejam divergentes à minha).
Gosto de ser cuidada. De sentir que se preocupam comigo, de ver demonstrações.
Não vivo em função do dinheiro tão pouco sou interesseira, mas estudei e trabalho muito para poder ter meus luxos. Gosto muito de maquiagem, cabelo bem cuidado, unhas bem feitas, restaurante japonês uma vez por semana, barzinho da moda sempre que posso. Gosto de ir aos aniversários e festas que me convidam (às vezes mais do que consigo participar) de roupa bonita, perfume bom e tantas outras coisas que podem parecer fúteis, mas que em minha opinião são o motivo e a recompensa de tanto trabalho e esforço.
Gosto de pessoas com bom humor, que me façam rir, que sejam positivas, que você sinta felicidade no olhar e não pesar e lamentação.
Gosto de homens cheirosos, bem vestidos, cabelos bem cortados e barba bem feita.
Gosto de pessoas que demonstram zelo por si mesma - externa e internamente. Tenho a impressão que alguém que não sabe cuidar de si próprio dificilmente saberá cuidar de uma casa, dos filhos e de mim.
Gosto muito de pessoas que estudam, que investem no conhecimento, que não se acomodam com o que já sabem. Gosto de quem tem sede de aprendizado, de evolução.
Gosto de alguém com quem possa falar de futebol, política, literatura, religião, amenidades e banalidades, sem precisar discutir ou me contrariar. Gosto de pessoas que têm a mente aberta, que aceitam a divergência de opiniões, crenças e idéias. Pessoas que somam.
Gosto muito de pessoas parecidas comigo, mesmo que nisso inclua ter um gênio do cacete, ser teimosa, não demonstrar fraquezas, ser durona, mas ter uma alegria de viver que compense tudo isso.
Gosto de pessoas que gostam de uma boa cerveja num sábado à tarde na calçada do Sasha ou de um bom vinho nessas noites de frio. De champanhe bom sem necessariamente precisar de taças, rs, mas se elas existirem que sejam lindas e de cristal (nunca em copos de requeijão).
Gosto de pessoas que saibam que viajar é investimento e não algo supérfluo. Gosto de pessoas viajadas e gosto de ouvir suas histórias. Das que sabem que o melhor de cada destino não são suas praias, mas sua comida, sua história, sua cultura e seu povo.
Coisas que não gosto nada, e também não costumo dizer.
Não gosto de autoritarismo nem machismo, porém não suporto ausência de personalidade.
Não gosto que concordem com tudo o que eu falo. Vejo crescimento numa troca de opiniões, numa discussão construtiva, no fato de poder se enxergar outros pontos de vista. Isso amplia nossos horizontes.
Não gosto de ter que decidir tudo. Horário, restaurante, programa, comida.
Já me coloquei muito no papel da pessoa que resolve tudo, que cuida e que protege. Hoje até faço tudo isso, mas se sinto reciprocidade, caso contrário me canso.
Não gosto de gente insegura, que demonstra fraqueza, medo, enfim...Momentos desses são necessários, mas viver a vida assim é agoniante.
Não suporto pessoas negativas, pessimistas, que parecem ter uma nuvem negra na cabeça. Vivem de lamentar, se queixar, atrair coisas ruins.
Não gosto de fanatismo. De nenhum tipo. Odeio preconceito. De todos os tipos.
Não gosto de motel fuleiro nem de boteco sujo.
Não gosto de pessoas sem assunto, que mesmo tendo oportunidade de se informar, de evoluir se fecham em seu mundo e nada aprendem, se tornam limitadas. Também não gosto de gente que só fala de seu mundo, de sua profissão mesmo aos finais de semana(advogados que só falam de seus casos e clientes, agentes de viagens que só falam de viagens e passageiros, donas de casa que só falam do Big Brother ou da última receita da Ana Maria).
Não gosto quem não gosta de política. Querendo ou não é algo que determina a nossa vida. Tem que saber o que está ocorrendo no mundo, tem que saber quem é o presidente da Câmara e o que ele pretende fazer com o salário dos deputados. Tem que saber às conseqüências que a última besteira que o Lula disse irá causar. Não dá pra ser alienado e só viver de lamentar porque a vida continua a mesma bosta.
Não gosto de pessoas que se queixam que a vida não muda, que o salário é o mesmo e que não conseguem dar passos na vida, mas continuam às mesmas pessoas de sempre. Não fazem nada para evoluir e vivem de reclamar.
Não gosto de truco, pôquer, dominó, vídeo-game, buraco, ou qualquer outro jogo do tipo. Suporto os que jogam por prazer - desde que longe de mim, mas tenho pavor de quem aposta dinheiro em qualquer tipo de jogo.
Não gosto de heavy metal, nem do meu vizinho que ouve isso as oito da manhã - num sábado.
Desconfio de pessoas que só vivem de alface e isotônico.

